Mineração avança em ESG com destaque para operações no Pará

Mineração avança em ESG com destaque para operações no Pará

ESG, sigla que significa iniciativas Ambiental, Social e de Governança no meio corporativo, deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como um dos principais indicadores de desempenho das empresas. No setor mineral, as práticas voltadas à sustentabilidade têm ganhado peso não apenas na redução de impactos ambientais, mas também na relação das companhias com as comunidades onde atuam e na forma como estruturam sua governança.

Esse movimento é acompanhado por avaliações independentes, como a da EcoVadis, uma das principais plataformas globais de classificação de desempenho em sustentabilidade corporativa. A metodologia analisa critérios relacionados à gestão ambiental, direitos humanos e trabalhistas, ética e compras sustentáveis, considerando também o contexto de atuação de cada empresa.

No Pará, a Artemyn, mineradora que atua na extração e beneficiamento de caulim em Barcarena e Ipixuna, é um exemplo dessa evolução. Em apenas dois anos de operação no Estado, a empresa conquistou a medalha de prata na avaliação EcoVadis 2026. Com 77 pontos, continua a integrar desde 2025 o grupo das 15% de empresas mais bem avaliadas do mundo em práticas ESG.

“A nossa participação inicial no ano passado ofereceu informações valiosas sobre áreas que precisavam de melhorias. Consequentemente, estabelecemos nosso Comitê de Melhoria de Sustentabilidade, publicamos nosso primeiro Relatório de Sustentabilidade e elevamos com sucesso nossa pontuação geral no EcoVadis este ano. Essa conquista é um reflexo de um esforço global e coeso do qual nos orgulhamos imensamente”, afirma Nilesh Shah, CEO da Artemyn.

Entre as iniciativas que contribuíram para esse desempenho está o Espaço Artemyn, centro de desenvolvimento social mantido pela empresa em Barcarena e Ipixuna do Pará. Entre 2025 e 2026, o projeto realizou mais de 8 mil atendimentos, oferecendo gratuitamente reforço escolar, cursos de informática, qualificação profissional, oficinas culturais e ações de cidadania para moradores das comunidades vizinhas às operações.

Na agenda ambiental, a companhia também tem investido em soluções de economia circular. Um dos destaques é o projeto que utiliza o caroço de açaí como biomassa para abastecer as caldeiras da unidade industrial no Pará. A iniciativa substitui parte do consumo de combustíveis convencionais por uma fonte de energia renovável produzida a partir de um resíduo abundante na Amazônia, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para o aproveitamento sustentável de um subproduto da cadeia do açaí.

O reconhecimento obtido pela Artemyn evidencia como as operações minerais instaladas no Pará têm incorporado critérios cada vez mais rigorosos de sustentabilidade na gestão do negócio. Em um estado que concentra parte significativa da produção mineral brasileira, iniciativas voltadas à redução de impactos ambientais, ao desenvolvimento das comunidades e ao fortalecimento da governança indicam uma transformação em curso no setor, alinhada às exigências de investidores, governos, clientes e mercados internacionais.

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