‘Égua do Guia’ reúne 15 empreendedores para fortalecer a gastronomia amazônica em Belém
Quinze empreendedores da gastronomia da Região Metropolitana de Belém participarão, entre os dias 3 e 7 de agosto, da etapa formativa do projeto “Égua do Guia: Gastronomia Amazônica Paraense”. A programação gratuita será realizada no Polo de Gastronomia do Parque da Cidade, com foco no fortalecimento de negócios que preservam ingredientes, saberes tradicionais e modos de fazer ligados à cultura alimentar amazônica.
Os empreendedores foram escolhidos a partir de critérios definidos pelo projeto, considerando a atuação no setor gastronômico, a relação dos negócios com a cultura alimentar amazônica e a presença em territórios periféricos.
A iniciativa parte do reconhecimento de que esses empreendedores não são apenas responsáveis por comercializar alimentos, mas também ajudam a preservar memórias, técnicas, receitas e conhecimentos transmitidos entre gerações.
Gastronomia como geração de renda e pertencimento
Durante a jornada, os empreendedores terão acesso a conteúdos relacionados à identidade amazônica, ingredientes regionais, técnicas culinárias, empreendedorismo, gestão, comunicação e posicionamento dos negócios.
A formação terá carga horária de 15 horas presenciais e será desenvolvida por meio de rodas de conversa, atividades colaborativas, vivências práticas e trocas de experiências entre os empreendedores.
O projeto pretende oferecer ferramentas que possam ser aplicadas diretamente nos empreendimentos, contribuindo para a organização dos negócios, a ampliação da presença digital e a conquista de novos públicos.
Para Jana Borghi, fundadora do Impact Hub Belém, o projeto busca democratizar o acesso de empreendedores das periferias a conhecimentos e oportunidades de desenvolvimento.
“Estamos pensando em como democratizar o acesso de empreendedores que atuam na gastronomia, especialmente daqueles que estão nos bairros periféricos, a conhecimentos, ferramentas e oportunidades capazes de potencializar seus negócios. São pessoas que já empreendem, geram renda e preservam uma parte importante da nossa cultura alimentar, mas que nem sempre conseguem acessar espaços de formação e visibilidade. O Égua do Guia nasce para reconhecer essa potência, fortalecer esses empreendimentos e contribuir para que suas histórias, produtos e saberes alcancem novos públicos”, afirma.
Para Liane Gaby, presidente do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã, o projeto também representa uma forma de investir diretamente em quem integra a cadeia gastronômica local e mantém viva a cultura alimentar amazônica.
“Vamos começar com oficinas formativas, colaborando e, principalmente, investindo nos empreendedores de periferia. O nosso objetivo é olhar para essas pessoas como protagonistas da gastronomia amazônica, reconhecendo o trabalho que já desenvolvem em seus territórios e oferecendo condições para que possam fortalecer seus negócios. Além da formação, o projeto vai gerar visibilidade, registros profissionais e a participação em um guia gastronômico, criando oportunidades concretas para que esses empreendimentos sejam conhecidos, valorizados e inseridos em novos circuitos de consumo e divulgação”, destaca.
Para Fernando Salum, diretor da rede IGAPÓ, essa é a concretização do potencial que projetos viabilizados por leis de incentivo podem ter.
“O ‘Égua do Guia’ é uma das muitas iniciativas cidadãs que viabilizamos graças às leis de incentivo. Nesta semana, os participantes da formação vão poder atestar que investimentos incentivados nos territórios da Amazônia Legal geram formação, empregos alinhados à potência da bioeconomia na região, explica.
A proposta é reconhecer o trabalho de pessoas que já possuem seus próprios empreendimentos e fazem da gastronomia uma fonte de renda, identidade, pertencimento e transformação social dentro de suas comunidades.
Pratos serão fotografados para guia gastronômico
Ao final da formação, cada um dos 15 empreendedores deverá criar um prato que represente a identidade do seu negócio, sua trajetória ou sua relação com a gastronomia amazônica.
Cerca de duas semanas depois das oficinas, os pratos serão fotografados pela fotógrafa Walda Marques. As imagens integrarão um guia gastronômico dedicado a empreendimentos de Belém que valorizam ingredientes, receitas e modos de fazer da cozinha amazônica.
O guia reunirá informações sobre os negócios, as histórias dos empreendedores e os pratos desenvolvidos. A publicação busca ampliar a visibilidade de estabelecimentos que, muitas vezes, estão fora dos circuitos gastronômicos mais conhecidos da cidade.
Valorização da cultura alimentar amazônica
Além da formação e da produção do guia, o Égua do Guia realizará o mapeamento e o registro dos empreendimentos selecionados, destacando suas trajetórias, seus produtos e suas relações com os territórios onde estão inseridos.
A iniciativa compreende a gastronomia como patrimônio cultural e como instrumento de desenvolvimento social e econômico. Ao valorizar empreendedores periféricos, o projeto contribui para a geração de renda, o fortalecimento de pequenos negócios e a preservação dos conhecimentos que formam a cultura alimentar amazônica.
O Égua do Guia é uma realização do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã, Impact Hub Belém e Rede Igapó, com patrocínio do Mercado Livre e da Wilson Sons, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.
Serviço
Etapa Formativa do Projeto Égua do Guia
Data: de 3 a 7 de agosto
Horário: das 9h às 12h
Local: Polo de Gastronomia do Parque da Cidade, em Belém
Público: 15 empreendedores da gastronomia selecionados pelo projeto
Instagram: @eguadoguiaoficial
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