Nova fase da estética aposta em ciência e naturalidade: especialista paraense explica o que muda nos tratamentos faciais

Nova fase da estética aposta em ciência e naturalidade: especialista paraense explica o que muda nos tratamentos faciais

A busca por resultados naturais, o avanço das tecnologias e a preocupação com a segurança estão ampliando as possibilidades de cuidado na estética facial. Mais do que escolher um tratamento que está em alta nas redes sociais, pacientes buscam alternativas que respeitem suas características e valorizem a própria aparência, sem transformações excessivas.

Para a farmacêutica e doutora em Química, Mariana Müller, que atua com estética facial em Belém, os avanços tecnológicos ampliam as possibilidades de tratamento, mas não substituem o conhecimento científico nem a avaliação individualizada.

“A tecnologia trouxe recursos importantes para a estética, mas nenhum equipamento ou produto deve ser escolhido apenas porque está em evidência. Antes de indicar um tratamento, precisamos compreender as características da pele, a estrutura facial, o processo de envelhecimento e as necessidades daquela pessoa. É essa avaliação que orienta uma conduta individualizada”, explica Mariana.

Naturalidade não significa ausência de procedimentos

Uma das mudanças na forma de abordar o rejuvenescimento facial é a valorização de resultados que preservem as características individuais. Para Mariana, cuidar dos sinais do envelhecimento não deve significar transformar completamente a aparência. “Existe uma diferença entre cuidar dos sinais do envelhecimento e tentar reproduzir o rosto de outra pessoa. Cada paciente tem uma anatomia, uma história e expectativas próprias. O planejamento precisa respeitar essas características. A naturalidade não depende de fazer ou deixar de fazer determinado procedimento, mas de avaliar o que realmente faz sentido para cada caso”, destaca.

A especialista explica que o envelhecimento facial envolve mudanças que vão além da superfície da pele, incluindo alterações no volume e em outras estruturas do rosto. Por isso, tratamentos padronizados nem sempre atendem às diferentes necessidades dos pacientes.

“Duas pessoas da mesma idade podem apresentar características faciais e necessidades completamente diferentes. É por isso que não existe um protocolo único que deva ser aplicado a todos. O resultado precisa ser planejado a partir de uma avaliação criteriosa, e não de uma tendência estética”, afirma.

Ciência e segurança devem orientar as escolhas

Formada em Farmácia, com doutorado em Química de Produtos Naturais, Mariana reúne experiência acadêmica e atuação na área da saúde em sua trajetória profissional. Segundo ela, essa formação contribui para uma análise criteriosa das substâncias utilizadas nos tratamentos estéticos e de suas indicações.

“Minha formação científica me ensinou a olhar para além da promessa de um produto. É importante compreender sua composição, seu mecanismo de ação, suas indicações e limitações. Na estética, esse conhecimento precisa estar associado à prática profissional, à avaliação individualizada e à segurança do paciente”, ressalta.

Antes de realizar um procedimento estético, é importante verificar se o estabelecimento está regularizado, se os produtos utilizados possuem a autorização sanitária necessária e se o profissional está habilitado para realizar o atendimento.

Para Mariana, a informação também ajuda o paciente a participar de maneira mais consciente das decisões sobre os próprios cuidados.

“Um bom atendimento começa com uma conversa. O paciente precisa entender o que está sendo proposto, quais resultados podem ser esperados, quais são as limitações e os possíveis riscos. A estética deve valorizar a individualidade e permitir que cada pessoa faça suas escolhas com informação e segurança”, conclui.

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