Setor registra crescimento em 2026 e especialistas apontam impacto positivo do megaevento no consumo, varejo e logística

Setor registra crescimento em 2026 e especialistas apontam impacto positivo do megaevento no consumo, varejo e logística

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já movimenta expectativas positivas em diferentes setores da economia brasileira. Mesmo com a competição sendo sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, especialistas avaliam que o forte engajamento histórico do consumidor brasileiro com o torneio tende a impulsionar vendas e aquecer cadeias produtivas ligadas ao varejo, indústria e logística.

Entre os segmentos com potencial de crescimento está o de embalagens de papelão ondulado, material amplamente utilizado no transporte, armazenamento e exposição de produtos. Presente em setores como alimentos, bebidas, eletroeletrônicos, vestuário e comércio eletrônico, o insumo costuma acompanhar períodos de maior consumo e expansão das vendas.

Dados recentes da Empapel, entidade nacional do setor, indicam que o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) registrou alta de 4,6% em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 362,5 mil toneladas expedidas. O resultado reforça sinais de retomada industrial e crescimento da demanda no país.

A expectativa do mercado é de que, com a aproximação do evento esportivo, empresas intensifiquem campanhas promocionais, lancem embalagens temáticas e reforcem estoques para atender ao aumento sazonal do consumo, especialmente em categorias tradicionalmente associadas à Copa, como bebidas, alimentos, eletrônicos e itens de conveniência.

Além da função logística, a embalagem passou a ocupar posição estratégica nas ações de marketing e relacionamento com o consumidor. Caixas personalizadas, displays promocionais e materiais visuais voltados ao ponto de venda tendem a ganhar espaço em momentos de grande mobilização popular.

Segundo a professora Flávia Karenine Silva da Ponte, do curso de Publicidade e Propaganda da Wyden, a embalagem deixou de ser apenas funcional e passou a integrar diretamente a experiência de consumo.

“A Copa do Mundo gera um ambiente emocional favorável ao consumo e isso impacta toda a cadeia produtiva. Vejo esse movimento não apenas como um pico de vendas, mas como um processo que envolve marketing, logística, tendências de mercado e sazonalidade. As embalagens deixaram de ter apenas a função de proteger produtos e passaram a comunicar valor, fortalecer a identidade das marcas e influenciar diretamente a decisão de compra. Hoje, muitas empresas compreendem que investir um pouco mais em uma embalagem de qualidade pode gerar retorno espontâneo, já que o próprio consumidor compartilha a experiência e amplia a visibilidade da marca. Além disso, o uso do papelão ondulado em substituição ao plástico deixou de ser apenas uma questão estética ou uma tendência sustentável e se tornou uma estratégia de mercado. O consumidor está mais atento às práticas ambientais e cobra coerência das empresas. Em um evento de grande visibilidade como a Copa do Mundo, alinhar emoção, consumo e responsabilidade ambiental torna-se um diferencial competitivo importante”, afirma.

Combinando expectativa de alta no consumo, avanço do e-commerce, campanhas promocionais e demanda por soluções sustentáveis, a indústria de embalagens desponta como um dos setores com potencial de crescimento no Brasil ao longo de 2026.

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